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Aumento da frota e exigências legais são aposta da reposição para crescer no ano
Fonte: Valor Econômico

O crescimento expressivo da frota nacional circulante e novas exigências legais, como a inspeção ambiental veicular adotada em São Paulo, prometem um ano aquecido para o segmento de reposição automotiva. Para 2010, a expectativa do Grupo de Manutenção Automotiva (GMA), formado por entidades representativas do setor de autopeças, é de expansão de 9,5% nos negócios de fabricantes de autopeças voltados à reposição, varejo e oficinas, sobre os R$ 57,2 bilhões obtidos em 2009. No ano passado, houve crescimento de 4% nos negócios dessa área e ampliou para 15%, ante 12% em 2007, a participação no faturamento da indústria de autopeças.

"Houve um crescimento significativo na frota e há também novos requisitos, o que exige que a reposição se reinvente para acompanhar o mercado nos próximos anos", avalia o coordenador do GMA e conselheiro do Sindipeças, Antônio Carlos Bento. Em 2008, conforme levantamento mais recente do Sindipeças, havia 27,8 milhões de veículos em circulação no país, dos quais 20 milhões com mais de cinco anos de uso. Além da frota maior, diante da crise econômica, alguns consumidores optaram por reparar o automóvel em lugar de comprar um novo, o que ajuda a explicar o maior faturamento do setor em um ano de queda na produção nacional de carros e recuo no faturamento da indústria brasileira de autopeças.

Conforme Bento, as empresas que atuam no segmento de reposição terão pela frente um segundo desafio, além dos novos requisitos legais: a entrada crescente de componentes importados, que nem sempre concorrem em condições de igualdade com as peças de origem nacional. Hoje, aproximadamente 10% do valor movimentado na reposição automotiva já corresponde a peças importadas e a tendência é de crescimento. "O setor precisa ser enxergado de um jeito diferente", defende o executivo.

A vantagem de certos produtos asiáticos, conta Bento, reside principalmente nos custos de produção, bastante inferiores aos verificados no Brasil. Na China e na Índia, por exemplo, os gastos com mão de obra podem equivaler a um sexto do que a empresa teria de desembolsar no país. "O preço da mão de obra lá não é referência. Mas, diante disso, deveríamos ter algum outro tipo de compensação, em termos de custo país", explica. Em 2009, o setor de reposição automotiva empregava 934 mil pessoas no país.

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